domingo, 29 de setembro de 2013

Populismo no Brasil



O termo populismo surgiu nos anos de 1930, e ainda questionado por diversos historiadores, ele é usado para caracterizar certos políticos e práticas políticas. Quando o conceito de populismo começou a ser usado por alguns autores, foi com intuito de compreender o porquê do surgimento de propostas políticas que valorizavam a vontade popular e de apoiá-las em busca de melhores condições de vida e trabalho.

Para esses autores, o populismo seria um processo de transferência de uma sociedade agrária e tradicional para uma sociedade urbana e industrializada. Mas para isso, o povo teria que apoiar-se em uma liderança política, no qual iria representá-los. 

Depois disso o conceito de populismo passou a ser questionado. Novos trabalhadores recusavam a ideia de que eles precisavam de um líder para que conseguissem o que lhe eram de direito. Diziam também que não havia passagem de uma sociedade para a outra, e sim relações entre as duas partes. Esses novos trabalhadores defendiam que cada experiência histórica deveria ser estudada e de uma forma comparativa, a  forma em que o governo se relacionava com o povo deveria ser estudada detalhadamente. Com isso, o conceito de populismo passou a ser conduzido como uma política de massa.

Aluna: Isabella Cristina Almeida Araújo

POPULISMO NO BRASIL

O populismo é uma forma de governar, onde o governante obtém, por meio de vários recursos, o apoio popular. O populista usa da mídia para divulgar as suas ideias que “beneficiam” os menos favorecidos e a classe trabalhista. O populista afirma não ser igual aos outros políticos, toma medidas autoritárias, não respeita partidos políticos e instituições democráticas. É muito comum encontrarmos governos populistas em países com grandes diferenças sociais e presença de pobreza e miséria.

O populismo chegou ao Brasil, na década de 1930 com governo “Vargas”. Getúlio Vargas procurando popularidade para se manter no governo, beneficiou os trabalhadores brasileiros com suas reformas trabalhistas. Vargas construiu uma imagem de protetor dos trabalhadores, graças ao uso intensivo dos meios de comunicação, usando principalmente a rádio para espalhar a sua presença “onipresente” pelo país.

Getúlio se transformou na esperança de operários nas grandes cidades, que não possuíam direitos trabalhistas, ou ainda na esperança de transformar o Brasil em um país onde toda a população teria direitos iguais, já que desde a proclamação da republica o povo não havia adquirido. Por conta de todos os seus feitos, que beneficiaram grande parte da população pobre, e da classe trabalhista, Vargas ficou conhecido como “pai dos pobres”, e assim continuou a promover o seu governo com manifestações e discursos populares, principalmente no Dia do Trabalho (1º de maio). Não respeitou a liberdade de expressão e a democracia no país. Usou a propaganda para divulgar suas ações de governo.  

Os governos populistas têm grandes preocupações com o uso dos meios de comunicação como instrumento de divulgação das ações do governo, além do Autoritarismo e Assistencialismo. O crescimento de governos populistas sempre foi vista com certa desconfiança por determinados grupos políticos, sejam eles internos ou estrangeiros. A maneira de como se dão esses governos, desde a mobilização de massas, o apelo aos interesses nacionais e a falta de uma politica clara, poderia colocar em risco os interesses defendidos pelas que controlavam a propriedade das terras ou das forças produtivas do setor industrial.

Um governo populista recente no Brasil, foi o governo de Lula, que obteve um grande carinho do povo por conta de seu governo que de uma maneira geral beneficiou os trabalhadores e o “povão” de uma maneira geral. Lula obteve um dos maiores índices de aprovação no seu governo.


Bom, o populismo entrou em crise no momento em que não conseguiu mais negociar os interesses das elites econômicas junto as classes trabalhadoras. E, quando as tensões políticas e sociais chegaram a tal ponto, podemos ver que grupos nacionais conservadores buscaram apoio político internacional, principalmente dos Estados Unidos, para varrer o populismo por meio da instalação de ditaduras que surgiram entre as décadas de 1950 e 1970.

Dupla: Anderson Jaime Santana Rocha e João Barbosa da Silva Junior.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

A Onda Que o Fascismo É!!!

Tim aponta a arma para o professor, ameaça mata-lo se ele acabar com a onda. Ele pergunta: “Mas se você me matar, quem vai liderar a Onda?”. Diante do impasse, Tim se mata.
“A Onda”, filme alemão de 2008, baseado em um experimento social chamado Terceira Onda, feito por um professor de história na Escola Secundária Cubberley, de Palo Alto, Califórnia, no ano de 1967. Tanto no filme quanto na Terceira Onda os professores criam uma padronização na sala, uniforme, saudação, um líder, uma paixão nacionalista, uma reprodução perfeita de um movimento fascista. Mas somente essas características não nos levam a uma sociedade fascista, temos no colégio uniforme, temos um líder (professor) em sala de aula, amamos nosso país, nos cumprimentados, na menor das ocasiões com oi. Então o que houve com os outros casos? Por que eles são considerados fascistas e nós não?
Primeiro reavaliemos essas características, não foi apenas uma saudação ou uniforme, começa necessariamente com o líder, que detém o amor e devoção do povo, mais que personalidade, eles são intelectuais que movimentam o povo por sua causa. Hitler, Mussolini, o professor, eles detinham o poder do discurso, da convicção. Segundo elemento que propiciou os movimentos fascistas, a péssima situação em que se encontravam. A Alemanha acabara de perder a guerra, a Itália na mesma situação, com economia contida por leis internacionais, um espírito de depressão circulava por esses países. A mesma coisa no colégio, os alunos tinham todos os problemas e dificuldades que aflige o mundo dos jovens, uma juventude tão ansiosa pela solução de seus males como a juventude Hitlerista. Essas características unidas criam uma sociedade que, em péssimas mãos, podem conduzi-la ao fascismo. A partir daí é somente um trabalho de conquistar o povo e manter a ordem que se obtiver. Fica evidente que o fascismo em seus métodos, como a uniformidade, a saudação, uma paixão que une os seus membros e vários outros argumentos fascistas, como a incitação a violência, um ódio direcionado a um grupo e exclusão daqueles que não se aderem.
 Tudo isso é visto e revisto, no filme, na história do sec. XX, nas últimas manifestações que ocorrem aqui no Brasil, grupos extremistas que lutavam pelo que eles diziam ser a real democracia, aqueles sem partidos, com todos vestidos de branco, cantando o hino nacional, e, por favor, abaixa essa bandeira do MST, do movimento LGBT, dos movimentos negros, por que somos a voz do povo e se não fazem o que o povo pede a gente desse a pancada. Felizmente, para a nossa felicidade, o que faltava aos fascistas de rua era o líder, uma característica essencial para a manutenção dos fascistas (houve um, incitado pela nossa tão bondosa VEJA. Ele, é claro, naufragou, mal tinha barba, o que dizer do bigode. Líder fascista sem bigode não da certo).
Por fim, é visível como o regime fascista é um mal para a democracia, ela exige a não participação do povo na política, apenas a aceitação da mesma, não propõe o debate político (ditadura disse um oi) e trata com violência qualquer opinião contrária, precisa de um povo que não se movimente, não discuta e não duvide daquele que segue. Mantendo essa unificação ilusória do povo até o momento que não consegue mais, um rompimento drástico entre os dois acontece, e dá pior forma possível, ou acaba um ou outro. Retonando ao momento do filme que abre este texto, sem líder não há povo, e muitas vezes a arma esta apontada a cabeça de todos os que se submeterem e ao mesmo tempo impuseram uma ideologia tão massacrante e terrível como a fascista.




IFBA - Campus de Vitória da Conquista.
Alunos: Samuel Lacerda e Gabriel Amaral.     Curso: Eletrônica      Turma:6131   

Movimento Nazifacista


O filme “A Onda” faz uma forte reflexão sobre grandes movimentos que aconteceram entre as décadas de 1920 a 1940, sendo chamado regimes totalitários onde a participação do estado na vida do individuo é total.
Rainer Wegner, professor deve ensinar seus alunos sobre autocracia. Mas devido à falta de entusiasmo de seus alunos, propõe trabalhar de forma diferente, através de um experimento que explique na pratica os mecanismos do assunto abordado, levando-se a tais atitudes e consequências lastimáveis.
Assim, como Hitler na Alemanha usou de seu discurso para convencer as pessoas, com objetivo de garantir a maioria dos votos, impedindo assim o avanço da esquerda, ou seja, do socialismo, devido à crise sócio econômica pelo qual a Alemanha havia passado no filme o professor Rainer Wegner usa de suas palavras para convencer seus alunos a realizarem esse experimento.
Logo, o professor se denomina a líder daquele grupo, impondo regras em sala de aula, onde passa a ter uma atitude de ditador, como, por exemplo, as exigências de uniformes na cor branca, organização das carteiras em sala de aula, virar a cabeça e permitir que seus vizinhos e amigos fossem perseguidos e destruídos, ficou por conta do contexto da crise econômica, no sistema capitalista, que tem levado as principais praticas imperialistas à recessão, punindo os trabalhadores com demissões e com o argumento da repressão politica.
Wegner escolhe o lema força pela disciplina e depois busca sugestões de seus alunos dando ao movimento o nome “A Onda”, criando assim uma logomarca para identificar o grupo, decide metaforizar a imposição de seus ideais como uma enorme onda tomando a cidade. No filme um dos rapazes vai obter ajuda financeira do pai para criação de cartazes, camisas para exibição da logomarca do grupo A Onda, onde mostra a cumplicidade em relação aos ideais fascistas.
Percebe-se que o fascismo ocorrido na Itália liderado por Benito Mussolini tem como símbolo o “fáscio” que designa uma das insígnias do poder do estado. Desse modo, o nazismo liderado por Hitler adota o símbolo chamado “suástica” que significa boa sorte e esta presente em várias culturas.
Em pouco tempo, o grupo perde seu foco, começando a propagar o poder tornando-se uma ameaça para todos ao redor. Ocorre nesse contexto, uma grande divisão entre alunos, o que gera um grupo xenofóbico, com preconceitos, intolerância, na qual se pode associar aos movimentos nazifascistas  usado como  terror e violência.
O preconceito é evidente no regime nazista, devido a superioridade  da raça ariana, desde a cor até a opção sexual. Os regimes totalitários têm como característica os militares além de outros fatores, pois no fascismo, havia alto investimento na produção de armas e equipamentos de guerra, fortalecimento das forças armadas como forma de ganhar poder entre as outras nações, objetivo de expansão territorial através de guerras. Trazido ao contexto do filme, essa necessidade o desejo de dominar toda a escola, tornando-se uma turma altamente poderosa, impondo seus ideais como únicos e exclusivos.
Quando o movimento “A Onda” fica sério, o professor decide interrompe-lo, mas é tarde demais, já estava fora de controle. Aportam na contemporaneidade cheios de sentimentos de culpa e perdão pelos horrores disseminados pelo nazismo e fascismo, devido suas atitudes.





IFBA - Campus de Vitória da Conquista.

Alunas: Nathália Cândida e Míriam Carla.       Curso: Eletrônica      Turma:6131   



A onda

Com o fim da primeira guerra mundial a Alemanha se vê em um estado critico. Derrotada e obrigada a cumprir com os termos impostos pelo tratado de Versalhes que incluíam a perda de partes de seu território, restrição ao tamanho do exército e uma indenização pelos prejuízos causados durante a guerra causaram um choque e ao mesmo tempo um sentimento de humilhação na população alemã, o que posteriormente contribuiu para a queda da República de Weimar em 1933 e a ascensão do Nazismo.
Inflação sem precedentes, clima de insatisfações, o sentimento de humilhação pelo tratado de Versalhes, a decadência da classe burguesa alemã ao mesmo tempo em que há uma ascensão econômica do povo judeu foram à base para o desenvolvimento do nazismo na Alemanha. Com base nisso o filme “a onda” procura retratar como as questões sociais vividas pela sociedade alemã no fim da segunda guerra mundial podem acabar gerando um governo autocrático.
No filme “a onda” propõe-se um experimento que explique na prática os mecanismos do nazismo procurando responder a uma pergunta, “em uma sociedade democrática e depois de todo o terror gerado pelo terceiro reich, seria possível uma retomada do nazismo?”. De inicio o professor responsável pelo projeto começa exigindo que os alunos se refiram a ele como senhor Wenger, muda as carteiras de lugar para que não haja mais os grupinhos e estimule a união entre os alunos.
Utilizando-se dos mecanismos do nazismo ele busca implementar uma serie de atitudes, como o uso de fardamentos, que busquem criar nos alunos um sentimento de grupo, de unidade. Os alunos logo se veem envolvidos por esse movimento e acaba se criando um sentimento tão forte que eles chegam ate mesmo a pensar na possibilidade de novamente trazer um uma mudança politica a Alemanha tal qual foi o nazismo.
Podemos perceber com o filme “a onda” que o que foi de real importância para o surgimento do nazismo, na Alemanha, e de outros movimentos políticos, como a criação do socialismo na antiga união soviética, foram em sua grande maioria impulsionada por todo um contexto social de indignação e insatisfação da população.



IFBA - Campus de Vitória da Conquista.
Aluno:Marcos Oliveira.       Curso: Eletrônica      Turma:6131   

ARTIGO SOBRE O FILME “A ONDA”

O filme “A onda” permite uma interessante discussão sobre os regimes autoritários.
O professor Rainer, aplicou alguns dos parâmetros praticados nos governos nazista e fascista, para então testar a eficiência dessas práticas em um grupo de alunos.
Já de início, os alunos do filme buscaram motivos de ordem econômica para então justificar a organização de governos como os de Hitler e Mussolini. Destacam também a inflação, a falta de emprego e o agravo das injustiças sociais para explicar tais governos. Assim como Hitler é encarregado de reorganizar a sua guarda pessoal, o professor Rainer também se submete a essa regra em seu grupo de alunos todos uniformizados, dando origem a sua logomarca “A onda”.
Os alemães aderiram ao regime nazista na medida em que as ações daquele governo conseguiram resolver as demandas sociais e econômicas daquele tempo. Por outro lado, os alunos do professor Rainer fizeram o mesmo, pois a rotina de colaboração oferecia vantagens na vida escolar dos alunos.
A aceitação da experiência autoritária se transforma em forma de esvaziamento, que é abrir mão da autonomia pela qual o indivíduo reconhece o seu valor e se vale dos mesmos para lidar com o mundo e de tal modo, poder concordar e discordar das situações postas na vivência da realidade. No caso de Hitler ou do professor Rainer, os integrantes daquele grupo abriram mão dessa capacidade decisória pela figura do líder que podia indicar as opções que seriam indiscutidamente acatadas a favor de um fim eficiente.
Em nome dessa eficiência negaram a própria consciência histórica que possuíam sobre os danos provocados por regimes autoritários. Uma das provas dessa anulação pode ser vista na parte final do filme, quando o professor Rainer impõe aos alunos reunidos no ginásio a forma pela qual Marco, o traidor, deveria ser punido, pois fascismo depende de um líder que impõe sua vontade sobre uma massa dócil e obediente. Atordoados pela decisão, os alunos esperavam que fosse o seu próprio líder que resolvesse o dilema.
Seria por meio desses elementos que poderíamos compreender o tema dos regimes totalitário através do filme “A onda”. Podemos assim perceber que os valores que hoje dirigem a democracia, a cidadania e a tolerância não podem ser romanticamente compreendidos como naturais aos indivíduos. 

IFBA - Campus de Vitória da Conquista.
Aluna:Larissa Santos Silva.        Curso: Eletrônica      Turma:6131